domingo, 27 de março de 2016

Se alguém tem sede, venham a mim e beba



Aquele era o terceiro e grande dia da festa. As pessoas já haviam comido e bebido muito. Já tinham festejado o bastante. Não era mais necessário que alguém oferecesse nova bebida, afinal de contas, todos já deveriam estar fartos.

Mas Jesus conhecia o coração daquelas pessoas. Ele sabia que muitos deles permaneciam vazios e tristes, e que o vinho e a festa não haviam conseguido encher seus corações com a verdadeira alegria.  Então, subitamente ele se levanta em meio às pessoas e exclama: “Se alguém tem sede, venham a mim e beba”.

Aquele que não encontrou alegria na bebida, drogas ou orgias, recebia agora o convite do próprio Cristo para vir até Ele e beber de uma água pura, que somente Ele pode dar.

Querido amigo, o convite de Jesus Cristo continua estendido para você. Ele NÃO diz: “venha a mim e TALVEZ eu te dê água”. É certo que as mãos do Senhor estão estendidas para você. As águas continuam jorrando. Seu amor e graça são infinitos.

Eu, particularmente, já provei de muitas águas, mas nunca encontrei água tão doce e suave como a que vem de Jesus. Venha e beba também. Sua vida pode ser diferente. Ele completa: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (João 7:38)

Um abraço para todos.

Pr. Jair Vieira 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A maior conquista de um cristão


É possível ao homem, nos dias atuais, ter comunhão com Deus? A Bíblia nos revela que Deus sempre buscou um relacionamento mais próximo com os seres humanos. Veja que Ele passeava pelo jardim para conversar com Adão e Eva. Enoque, Noé e Abraão são exemplos de homens que andaram com Deus. Mas, como ter comunhão com Deus hoje em meio a tanta maldade?

Os dias de hoje não são tão diferentes dos dias de Enoque, de Noé e de Abraão. Esses homens optaram por andar com o Senhor enquanto o mundo caminhava por caminhos maus. Esse é o nosso desafio.

Jesus também caminhou com Deus, sua história foi marcada por momentos de oração – A oração faz a ligação entre o mundo físico e o espiritual, tornando possível o relacionamento entre o homem e Deus.

Todos nós sabemos que orar faz bem ao cristão, mas, a realidade é que muitos de nós temos dificuldades para implementar esse hábito em nossas vidas. Assim, seguem algumas recomendações que podem te despertar para a maior conquista que um cristão pode alcançar:

  • Lembre-se que Deus existe e te conhece melhor do que ninguém e que também está interessado em ter esse momento de comunhão com você (Sl 37:5; 103; 139);
  • Onde? Busque reservar um lugar próprio para esse encontro – quarto, sala, cozinha ou qualquer outro lugar em que você possa falar à vontade e também ficar em silêncio, para escutar – será o seu lugar secreto (Mt 6:6), propício para conversas a sós (Mc 1:35);
  • Não se empolgue em demasia, seja racional, inicie essa caminhada reservando um período pequeno. Para quem não costuma orar, cinco minutos por dia já é um bom começo. À medida que os dias forem passando você verá que é possível orar mais e, então, gradativamente, aumentar o tempo. Você verá que, com a comunhão, os assuntos surgem;
  • Tenha sempre a convicção de que Deus está te ouvindo (Hb 11:6). Seja direto e específico (Fp 4:6), não há necessidade de “encher linguiça”;
  • Não se constranja pelo fato de você ainda ser um pecado, Ele não rejeitará a sua oração (Ef 2:4-5). Porém, deixar, ou não, a vida de pecado revelará se você está disposto a ter um relacionamento sincero;
  • Lembre-se que a sua relação com Deus é de filiação, isso te dá certas liberdades de acesso que fazem muita diferença (Mt 7:11); porém, não se esqueça de algo básico: se somos os filhos, Ele é o Pai, e é Ele quem manda e quem sabe o melhor para nós. Confie nEle;
  • Uma vez que a oração é um diálogo, experimente ouvi-lo. Fique em silêncio e permita-se ser ministrado por Deus;
  • Ao final, se despeça, mas não dê adeus, deixe o canal aberto, pois Ele ainda permanecerá ao seu lado durante o restante do dia.

Mesmo os dias sendo maus, é possível conhecer o Senhor e andar com Ele, essa é a nossa maior conquista.

Que o Espírito Santo nos conduza.

Guaraci Vieira

Em 25 de janeiro de 2016.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vida Abundante?


Certa vez Jesus afirmou: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10:10). Como explicar a miséria, a violência e o desamor que têm assolado as famílias nos dias atuais? Teria Jesus falhado em sua missão? Por que encontramos tantas pessoas em condições subumanas?

Embora Deus ame a todas as pessoas – o Seu plano é de fazer o bem, e não o mal –, somos nós os responsáveis pelo destino que damos às nossas próprias vidas. Desejamos a paz de Cristo, mas, caminhando na direção do pecado, continuaremos no caos, vendo imperar o egoísmo e a maldade.

A vida abundante pode ser alcançada. Tudo começa quando cremos que Deus existe e que o seu amor é real. Ao perceber esse amor, a nossa vida é transformada e nossas atitudes mudam – é primeiro em nós que a mudança deve ocorrer –. Com sinceridade, amor e perdão em nosso testemunho de vida a comunidade a nossa volta verá, como que por reflexo, o amor de Deus.

A vida abundante não está relacionada à quantidade de bens que possuímos, mas à nossa capacidade de viver e de repartir com o próximo o amor – o amor é Deus em nós –.

Ao vivermos assim, perceberemos que já não vivemos nós, mas é Cristo quem vive em nós, e que Ele não falhou em sua missão; perceberemos que a vida que vivemos já não mais é uma vida comum, mas, uma vida que vai além da nossa própria vida, uma vida que transforma outras vidas, uma vida com propósito e cheia de realizações, uma vida que vale a pena ser vivida.

Que Deus te impulsione nesse propósito. Que você viva abundantemente! 

Guaraci Vieira

Em 21 de outubro de 2015.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A semente à beira do Caminho


O Brasil é um país de maioria cristã. Trazemos os símbolos do cristianismo estampados em nossos pescoços, roupas, paredes, etc... Praticamente todas as pessoas conhecem a história do nascimento e da morte de Jesus Cristo. Não é raro encontramos um exemplar da Bíblia Sagrada nas casas e nos comércios. Contudo, uma pergunta nos intriga: Por que não vemos os frutos dessa boa semente?

Ao contar a Parábola do Semeador, Jesus disse que uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e a comeram. Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. (Mt 13:4 e 19)

Uma casa se faz com tijolos, cimento, areia e água. Mas, entre ter o material e  dizer que se tem uma casa, há uma grande diferença. O Evangelho traz uma revelação de Deus, uma lógica que precisa ser compreendida. A leitura de textos bíblicos e a sua compreensão são ações distintas.

A lógica do Evangelho aponta para a Graça de Cristo, a revelação da boa vontade de Deus em nos amar. Mais que simplesmente nos amar, Ele nos amou sendo nós ainda pecadores, de onde se infere que esse amor independe do que fizemos ou podemos fazer para Ele, que esse amor não está fundado em nós, mas em Deus. Deus não nos ama porque somos honestos ou bonzinhos. Ele nos ama porque Ele é bom.

A Graça é o grande presente de Deus para o pecador. De fato, o homem, por mérito, não alcançaria a salvação de sua alma. Nunca nossas obras seriam suficientes a nos justificar diante de Deus. Daí Jesus, por seu sacrifício, ter aberto as portas dos céus para nós, os pecadores.

A ausência de frutos decorre das ações de homens e mulheres que simplesmente optaram por dispensar o amor. Agindo em semelhança ao filho pródigo (Lc 15:11-32), dizem a Deus: “Eu também te amo, mas eu quero viver a minha vida; de preferência, longe de você.” Outros escolheram permanecer pecando, na certeza de que o inabalável amor de Deus não tem fim. Essas respostas apontam para a semente que foi roubada, aquela que caiu à beira do caminho, uma semente que não brotará. Um coração que não compreende o sentido do amor não consegue correspondê-lo.

Ao contemplarmos a Graça, ocorre a renovação da nossa mente, a semente encontra solo fértil. O amor de Deus nos leva a, despretensiosamente, mudarmos de atitude, e essa é a lógica da Graça. Não faz sentido respondermos com ódio, egoísmo ou rancor a alguém que, mesmo sabendo quem somos, insiste em nos amar sem exigir nada em troca.

Portanto, é inútil tentar se justificar diante de Deus. Permita que a Graça opere o milagre e o mundo verá os frutos do verdadeiro cristianismo.

Que Deus te abençoe.

Guaraci Vieira

Em 22 de julho de 2015.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pés Sujos


(João 13:1-17)

Mesmo caminhando ao lado de Jesus, seus discípulos sujaram os pés. Nem sempre nos sujamos por inteiro, nem todo pecado é voluntário, mas, de regra, diariamente precisamos nos lavar.

Jesus sai em socorro daqueles a quem ama. Ele não perguntou o porquê de eles estarem sujos, não era essa a prioridade. Jesus os serviu, limpando a sujeira que os impregnava, isso era o necessário.

Hoje, muitas pessoas são excluídas de nossas comunidades de fé porque estão com os pés sujos. Pessoas de boa índole, de bom coração, mas que, na caminhada, por alguma desventura, pisaram fora da trilha e sujaram seus pés.

Não podemos fazer vista grossa ao pecado, mas a existência do pecado não pode ser motivo suficiente a nos afastar do pecador. Mesmo sabendo que entre os discípulos estava aquele que o trairia, Jesus lavou os pés de todos eles. O próprio Cristo disse que não veio para julgar, mas para salvar (Jo 3:17).

Não julgar, não desistir de ninguém e servir, essas são atitudes que se espera dos cristãos. Somos chamados para estender a mão e ajudar aqueles que estão caídos a se erguerem, oferecendo a eles uma nova oportunidade. Ao lavar os pés uns dos outros, evitamos que a sujeira do pecado possa causar feridas e as feridas mutilações no corpo – corpo de Cristo.

Que Deus nos ajude nesse propósito.

Guaraci Vieira

Em 12 de junho de 2015.