quinta-feira, 21 de maio de 2026

Mananciais de Vida

Mananciais de Vida


 

Texto:  2 Reis 2:19-22

Nos dias do profeta Eliseu, Jericó era uma cidade aparentemente agradável e promissora. Contudo, existia um problema invisível que a comprometia: a fonte de suas águas estava contaminada. Por causa disso, a terra era estéril, os frutos desapareciam e a vida perdia seu vigor.

Essa realidade ilustra uma verdade espiritual muito presente na vida humana. Muitas vezes, alguém aparenta estar bem exteriormente, mas carrega no interior um coração cansado, amargurado e distante da alegria da presença de Deus. Quando a Bíblia fala de “fontes” e “mananciais”, ela se refere àquilo que flui de dentro de nós. O cristão possui a capacidade de produzir vida ou morte; suas palavras, atitudes e escolhas podem abençoar ou contaminar ambientes em que se encontra inserido.

O processo de restauração se inicia quando reconhecemos a existência do problema. Os homens que acompanhavam Eliseu tiveram coragem de admitir: “as águas são más”. Não existe restauração sem sinceridade diante de Deus, nem perdão sem arrependimento. Jesus declarou que “os sãos não necessitam de médico, e sim os doentes” (Lc 5:31). Enquanto o homem tenta esconder suas feridas espirituais, impede que Deus trate aquilo que realmente precisa ser curado. A boa aparência pode enganar pessoas, mas jamais esconderá algo dos olhos do Senhor.

Jericó possuía águas ruins há muito tempo, e a situação parecia irreversível. Contudo, para Deus não existe fonte irrecuperável. Aquilo que o homem considera perdido, o Senhor pode restaurar. Enquanto as portas da Graça estiverem abertas, haverá esperança.

O milagre em Jericó aconteceu quando Eliseu declarou: “Assim diz o Senhor: sarei estas águas”. Isso mostra que a verdadeira transformação acontece pela Palavra de Deus. O sal sozinho não resolveria o problema; era necessário o agir divino. O sal representa aquilo que fazemos; a Palavra representa aquilo que Deus faz. O milagre acontece quando fé e obediência se encontram.

Importa observar que Deus não trata apenas as consequências; Ele trata a fonte. Eliseu não lançou sal na água então retirada para o uso, mas na nascente das águas. Muitas vezes o homem tenta apenas mudar comportamentos externos ou preservar aparências, mas Deus deseja alcançar o seu interior, áreas escondidas do coração.

Depois do milagre, não houve mais morte nem esterilidade em Jericó. Quando Deus cura as fontes interiores do homem, ele passa a produzir vida ao seu redor. O cristão passa a transmitir paz, esperança, graça e a refletir Cristo em suas atitudes. Jesus declarou: “Do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7:38).

Todos nós somos fontes e estamos derramando influência sobre aqueles que nos cercam. A grande pergunta é: que tipo de água está fluindo de nós? Se existem águas amargas, Cristo pode purificá-las. Se existe esterilidade espiritual, Ele pode trazer vida novamente. O Senhor continua restaurando mananciais, e aquele que se deixa ser curado por Deus torna-se fonte de vida em um mundo marcado pela sequidão espiritual.

Que o Senhor te faça prosperar.


Guaraci Vieira

 

terça-feira, 31 de março de 2026

O Próximo Passo



O Próximo Passo

Texto: Mc 10:52

A caminhada cristã não tem ponto final. Sempre há um próximo passo. Muitos creem, mas poucos avançam, porque parar é mais fácil do que prosseguir. A vida espiritual exige movimento.

A história de Bartimeu deixa isso claro: um encontro com Jesus exige decisão. Não há neutralidade. Ou a pessoa permanece à beira do caminho, ou passa a seguir Cristo.

A fé verdadeira produz ação. Bartimeu não apenas recebeu a visão, ele mudou de direção e passou a seguir Jesus. A fé bíblica não se resume a sentimento ou opinião; ela se expressa em atitudes. Como ensina Tiago 2:14, fé sem obras não tem valor. Se não há movimento, não há fé genuína.

Existem apenas duas posições espirituais. Antes de Jesus, Bartimeu estava à beira do caminho: limitado, dependente e sem propósito. Depois do encontro, passou a caminhar com Cristo, e sua vida ganhou sentido. Assim também hoje: ou se vive na estagnação, ou se vive em crescimento com Jesus.

A pergunta é direta: onde você está?

A vida espiritual não admite estagnação. Quem não avança, retrocede. A fé esfria, o coração se endurece e a comunhão com Deus se enfraquece. Muitos querem direção para o futuro, mas ignoram o que Deus já ordenou. O princípio é simples: Deus não conduz ao próximo nível quem não concluiu o nível atual.

Cristo é a fonte de todo recomeço. Nele há direção, transformação e nova vida.

Bartimeu não sabia que aquele seria o dia decisivo, mas Deus lhe concedeu uma oportunidade única. Assim também acontece conosco: Deus cria momentos único que exigem resposta imediata.

O tempo de dar o próximo passo é agora. O maior risco não é falhar, é adiar. A procrastinação espiritual impede o crescimento. O avanço acontece por meio de passos simples e contínuos: decidir-se por Cristo, obedecer, abandonar o pecado, servir, e prosseguir avançando.

Para começar a vivenciar esse milagre, não basta querer. É preciso agir.

Bartimeu escolheu dar o próximo passo. E você, que escolha você faz?

 

Deus abençoe a todos.

 

Guaraci Vieira

 

(Adaptado de Rick Warren – “Whats your next step?”)


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

É hora de colocar a boca no trombone!


É hora de colocar a boca no trombone!

Em dias de CPIs e investigações, é comum aos brasileiros verem homens e mulheres avocando o direito constitucional de permanecer em silêncio para, com isso, deixar de responder ou emitir opinião sobre determinado assunto ou evento. De fato, esse direito existe e é extensivo a todo cidadão brasileiro. Não obstante, o que tem causado espécie é ver cristãos fazendo uso desse direito para escusar-se de manifestar sua profissão de fé.
Em At. 3:1-8, está o relato de quando Pedro e João entravam no templo para a oração e foram abordados por uma pessoa que, em face de sua limitação física, pedia esmolas. Após dizer ao pedinte que olhasse para eles, Pedro não se esquivou, mas falou-lhe: “Não possuo prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”
Diferentemente do que ocorria naquela ocasião, vemos que a deficiência que tem debilitado homens e mulheres nos dias atuais não é a deficiência física, mas a espiritual – uma multidão de pessoas com corpos saudáveis, mas que não conseguem amar, não possuem paz e não gozam de alegria. Não precisamos ir muito longe para encontramos pessoas em bares, lojas, escritórios, ou em suas próprias casas ou até em igrejas, pedindo “esmolas”, lamentando o seu dia, os seus sonhos frustrados e a ausência de perspectivas positivas para suas vidas.
Naquela ocasião, certamente que Pedro e João poderiam simplesmente ter olvidado e passado de largo, sem, sequer, ter tomado conhecimento. Isso é muito comum. Ignora-se e depois justifica-se: "esse problema não me diz respeito, é um problema social. Que o Governo aplique melhor os impostos que pagamos, em políticas sociais e de integração do excepcional e dos marginalizados". 
Mas essa não foi a atitude daqueles dois homens. Eles possuíam algo que os distinguiam: eles já haviam sido cheios do Espírito Santo.
Sabemos que Jesus também foi cheio do Espírito Santo. Em Atos 3:18-19, Jesus nos revela o porquê de sermos ungidos: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me para curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a por em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” Essa unção, em nós, também tem a mesma destinação. Por isso, não podemos nos calar.
Em Atos 1:8, está escrito que, ao descer sobre nós o Espírito Santo, nos tornamos testemunhas de Cristo. Ser testemunha é não se calar. Com isso não quero dizer que todos os paralíticos andarão ou que todos os cegos enxergarão novamente, mas que quando compartilhamos com alguém a mudança que ocorreu em nossas próprias vidas, como superamos nossos traumas, como nossa família foi restaurada ou como hoje amamos sem preconceitos, estamos doando algo que recebemos de Cristo para quem nos ouve. 
O próximo passo é ver ocorrer a cura espiritual. A alma do ouvinte certamente encontrará alívio, a luz voltará a brilhar e o sorriso voltará ao rosto. Esse passo não é dado por você, mas pelo próprio Cristo. Isso não quer dizer que o agora cristão não mais se terá lutas. O verdadeiro significado dessa cura é que o indivíduo saberá que o sangue de Jesus já lhe garantiu a vitória, seja qual for a situação de prova contra ele vier, de modo que a luta, em si, não mais terá o poder de roubar-lhe a alegria.
Testemunhar é contar para alguém quem você era e agora quem você é após você ter tido uma experiência pessoal com Cristo. Essa é a nossa parte, o primeiro passo. O passo seguinte, o milagre, é Jesus quem opera.
Convido você a abrir mão de seu direito constitucional de ficar em silêncio e colocar a boca no trombone, assumindo juntamente comigo uma posição ativa de testemunha, cooperando com Cristo para a cura daqueles cujas almas necessitam de um milagre.
Que Deus te abençoe ricamente.

Guaraci Vieira

sábado, 24 de setembro de 2016

O clamor de quem não clama


Você já reparou como é grande a quantidade de pessoas cegas, surdas e mudas nos dias atuais? Essa situação é agravada quando juntamos a ela o quantitativo das outras pessoas que, mesmo ouvindo e falando bem, têm esse tipo deficiência alojada na alma – homens e mulheres que se fecham em suas convicções e sequer conseguem pedir ajuda.

Como tratar essa situação? Como agir nesses casos?

São Marcos relata uma cena que nos serve de parâmetro: Um surdo foi trazido até Jesus e, diante do Mestre, rogaram-lhe para que o tocasse. (Marcos 7:32)

Como cristãos, de regra, evitamos andar nos caminhos dos ímpios ou ouvir os seus conselhos sentados em suas rodas de conversas. Buscamos combater o pecado e rechaçar a maldade. Isso não está errado, é ensino bíblico. Porém, no intuito de guardarmos a santidade, alijamos do nosso convívio aqueles a quem deveríamos amar.

No exemplo bíblico, cristãos trouxeram até Jesus um homem surdo e que não falava com clareza. Transportando para uma visão espiritual, essa também é a postura que se espera dos cristãos relativamente ao pecador. Diariamente dizemos que amamos ao pecador, mas, com a mesma frequência, o marginalizamos, excluindo-o do nosso convívio. Amar ao pecador é trazê-lo até Jesus, e, depois disso, insistir, e não desistir, até vê-lo tocado pelo Senhor.

A cura – do corpo e da alma – é possível. Não existe alguém tão longe que não possa ser alcançado pelo amor que há em Cristo. Esse é o nosso chamado: evangelizar os pobres, curar os quebrantados de coração, libertar os que estão presos ou oprimidos, restaurar a vista aos cegos e dizer a todos que hoje é dia de salvação. (Lc 4:18-19; At 1:8)

“Quando alguém está se afogando é momento de socorrê-lo,
e não de ensiná-lo a nadar.”

Que os nossos ouvidos estejam abertos para, sem atribuir culpa, ouvir o clamor das almas, principalmente daquelas que, por se acharem tão perdidas, já não clamam.

Que Deus abençoe a todos.

Guaraci Vieira

sábado, 28 de maio de 2016

O que temos deixado de herança?



O nosso patrimônio não é transferido somente após a nossa morte. Diariamente transferimos para aqueles que estão à nossa volta parte dos bens que possuímos, quer sejam eles materiais, culturais, ou espirituais. Na Bíblia está revelado que a nossa conduta poderá trazer bênçãos ou maldições para as vidas daqueles que descendem de nós (Ex. 20:5). Este é o momento de pararmos e pensarmos em o que estamos deixando para os nossos filhos.

Por mais óbvio que seja, somente é possível deixarmos para alguém aquilo que de fato possuímos. Assim, devemos examinar nossa própria consciência e optarmos pela mudança daquilo que julgamos não ser interessante para se deixar para alguém. Esse processo poderá ser traumático, pois iremos confrontar o “ser” com o “dever ser”, ou melhor, a “carne” com o “espírito”.

O desejo de Deus para nós não é consertar em nós aquilo que está estragado, mas tornar-nos, por inteiro, novas criaturas. Daí que, para deixarmos boas dádivas para aqueles que são influenciados por nossas condutas, é fundamental nos tornarmos novas criaturas. Ser nova criatura é dom de Deus, é o resultado da atuação do Espírito Santo na vida daqueles que creem: o Senhor tira de nós o coração de pedra e põe um coração de carne – é o novo nascimento.

Ao nos revestirmos do novo homem andaremos em justiça, santidade e verdade – teremos recebido a herança do Senhor para nós – teremos um tesouro precioso para deixar.

Que Deus abençoe a todos.
Guaraci Vieira


domingo, 27 de março de 2016

Se alguém tem sede, venham a mim e beba



Aquele era o terceiro e grande dia da festa. As pessoas já haviam comido e bebido muito. Já tinham festejado o bastante. Não era mais necessário que alguém oferecesse nova bebida, afinal de contas, todos já deveriam estar fartos.

Mas Jesus conhecia o coração daquelas pessoas. Ele sabia que muitos deles permaneciam vazios e tristes, e que o vinho e a festa não haviam conseguido encher seus corações com a verdadeira alegria.  Então, subitamente ele se levanta em meio às pessoas e exclama: “Se alguém tem sede, venham a mim e beba”.

Aquele que não encontrou alegria na bebida, drogas ou orgias, recebia agora o convite do próprio Cristo para vir até Ele e beber de uma água pura, que somente Ele pode dar.

Querido amigo, o convite de Jesus Cristo continua estendido para você. Ele NÃO diz: “venha a mim e TALVEZ eu te dê água”. É certo que as mãos do Senhor estão estendidas para você. As águas continuam jorrando. Seu amor e graça são infinitos.

Eu, particularmente, já provei de muitas águas, mas nunca encontrei água tão doce e suave como a que vem de Jesus. Venha e beba também. Sua vida pode ser diferente. Ele completa: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (João 7:38)

Um abraço para todos.

Pr. Jair Vieira 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A maior conquista de um cristão


É possível ao homem, nos dias atuais, ter comunhão com Deus? A Bíblia nos revela que Deus sempre buscou um relacionamento mais próximo com os seres humanos. Veja que Ele passeava pelo jardim para conversar com Adão e Eva. Enoque, Noé e Abraão são exemplos de homens que andaram com Deus. Mas, como ter comunhão com Deus hoje em meio a tanta maldade?

Os dias de hoje não são tão diferentes dos dias de Enoque, de Noé e de Abraão. Esses homens optaram por andar com o Senhor enquanto o mundo caminhava por caminhos maus. Esse é o nosso desafio.

Jesus também caminhou com Deus, sua história foi marcada por momentos de oração – A oração faz a ligação entre o mundo físico e o espiritual, tornando possível o relacionamento entre o homem e Deus.

Todos nós sabemos que orar faz bem ao cristão, mas, a realidade é que muitos de nós temos dificuldades para implementar esse hábito em nossas vidas. Assim, seguem algumas recomendações que podem te despertar para a maior conquista que um cristão pode alcançar:

  • Lembre-se que Deus existe e te conhece melhor do que ninguém e que também está interessado em ter esse momento de comunhão com você (Sl 37:5; 103; 139);
  • Onde? Busque reservar um lugar próprio para esse encontro – quarto, sala, cozinha ou qualquer outro lugar em que você possa falar à vontade e também ficar em silêncio, para escutar – será o seu lugar secreto (Mt 6:6), propício para conversas a sós (Mc 1:35);
  • Não se empolgue em demasia, seja racional, inicie essa caminhada reservando um período pequeno. Para quem não costuma orar, cinco minutos por dia já é um bom começo. À medida que os dias forem passando você verá que é possível orar mais e, então, gradativamente, aumentar o tempo. Você verá que, com a comunhão, os assuntos surgem;
  • Tenha sempre a convicção de que Deus está te ouvindo (Hb 11:6). Seja direto e específico (Fp 4:6), não há necessidade de “encher linguiça”;
  • Não se constranja pelo fato de você ainda ser um pecado, Ele não rejeitará a sua oração (Ef 2:4-5). Porém, deixar, ou não, a vida de pecado revelará se você está disposto a ter um relacionamento sincero;
  • Lembre-se que a sua relação com Deus é de filiação, isso te dá certas liberdades de acesso que fazem muita diferença (Mt 7:11); porém, não se esqueça de algo básico: se somos os filhos, Ele é o Pai, e é Ele quem manda e quem sabe o melhor para nós. Confie nEle;
  • Uma vez que a oração é um diálogo, experimente ouvi-lo. Fique em silêncio e permita-se ser ministrado por Deus;
  • Ao final, se despeça, mas não dê adeus, deixe o canal aberto, pois Ele ainda permanecerá ao seu lado durante o restante do dia.

Mesmo os dias sendo maus, é possível conhecer o Senhor e andar com Ele, essa é a nossa maior conquista.

Que o Espírito Santo nos conduza.

Guaraci Vieira

Em 25 de janeiro de 2016.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vida Abundante?


Certa vez Jesus afirmou: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10:10). Como explicar a miséria, a violência e o desamor que têm assolado as famílias nos dias atuais? Teria Jesus falhado em sua missão? Por que encontramos tantas pessoas em condições subumanas?

Embora Deus ame a todas as pessoas – o Seu plano é de fazer o bem, e não o mal –, somos nós os responsáveis pelo destino que damos às nossas próprias vidas. Desejamos a paz de Cristo, mas, caminhando na direção do pecado, continuaremos no caos, vendo imperar o egoísmo e a maldade.

A vida abundante pode ser alcançada. Tudo começa quando cremos que Deus existe e que o seu amor é real. Ao perceber esse amor, a nossa vida é transformada e nossas atitudes mudam – é primeiro em nós que a mudança deve ocorrer –. Com sinceridade, amor e perdão em nosso testemunho de vida a comunidade a nossa volta verá, como que por reflexo, o amor de Deus.

A vida abundante não está relacionada à quantidade de bens que possuímos, mas à nossa capacidade de viver e de repartir com o próximo o amor – o amor é Deus em nós –.

Ao vivermos assim, perceberemos que já não vivemos nós, mas é Cristo quem vive em nós, e que Ele não falhou em sua missão; perceberemos que a vida que vivemos já não mais é uma vida comum, mas, uma vida que vai além da nossa própria vida, uma vida que transforma outras vidas, uma vida com propósito e cheia de realizações, uma vida que vale a pena ser vivida.

Que Deus te impulsione nesse propósito. Que você viva abundantemente! 

Guaraci Vieira

Em 21 de outubro de 2015.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A semente à beira do Caminho


O Brasil é um país de maioria cristã. Trazemos os símbolos do cristianismo estampados em nossos pescoços, roupas, paredes, etc... Praticamente todas as pessoas conhecem a história do nascimento e da morte de Jesus Cristo. Não é raro encontramos um exemplar da Bíblia Sagrada nas casas e nos comércios. Contudo, uma pergunta nos intriga: Por que não vemos os frutos dessa boa semente?

Ao contar a Parábola do Semeador, Jesus disse que uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e a comeram. Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. (Mt 13:4 e 19)

Uma casa se faz com tijolos, cimento, areia e água. Mas, entre ter o material e  dizer que se tem uma casa, há uma grande diferença. O Evangelho traz uma revelação de Deus, uma lógica que precisa ser compreendida. A leitura de textos bíblicos e a sua compreensão são ações distintas.

A lógica do Evangelho aponta para a Graça de Cristo, a revelação da boa vontade de Deus em nos amar. Mais que simplesmente nos amar, Ele nos amou sendo nós ainda pecadores, de onde se infere que esse amor independe do que fizemos ou podemos fazer para Ele, que esse amor não está fundado em nós, mas em Deus. Deus não nos ama porque somos honestos ou bonzinhos. Ele nos ama porque Ele é bom.

A Graça é o grande presente de Deus para o pecador. De fato, o homem, por mérito, não alcançaria a salvação de sua alma. Nunca nossas obras seriam suficientes a nos justificar diante de Deus. Daí Jesus, por seu sacrifício, ter aberto as portas dos céus para nós, os pecadores.

A ausência de frutos decorre das ações de homens e mulheres que simplesmente optaram por dispensar o amor. Agindo em semelhança ao filho pródigo (Lc 15:11-32), dizem a Deus: “Eu também te amo, mas eu quero viver a minha vida; de preferência, longe de você.” Outros escolheram permanecer pecando, na certeza de que o inabalável amor de Deus não tem fim. Essas respostas apontam para a semente que foi roubada, aquela que caiu à beira do caminho, uma semente que não brotará. Um coração que não compreende o sentido do amor não consegue correspondê-lo.

Ao contemplarmos a Graça, ocorre a renovação da nossa mente, a semente encontra solo fértil. O amor de Deus nos leva a, despretensiosamente, mudarmos de atitude, e essa é a lógica da Graça. Não faz sentido respondermos com ódio, egoísmo ou rancor a alguém que, mesmo sabendo quem somos, insiste em nos amar sem exigir nada em troca.

Portanto, é inútil tentar se justificar diante de Deus. Permita que a Graça opere o milagre e o mundo verá os frutos do verdadeiro cristianismo.

Que Deus te abençoe.

Guaraci Vieira

Em 22 de julho de 2015.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pés Sujos


(João 13:1-17)

Mesmo caminhando ao lado de Jesus, seus discípulos sujaram os pés. Nem sempre nos sujamos por inteiro, nem todo pecado é voluntário, mas, de regra, diariamente precisamos nos lavar.

Jesus sai em socorro daqueles a quem ama. Ele não perguntou o porquê de eles estarem sujos, não era essa a prioridade. Jesus os serviu, limpando a sujeira que os impregnava, isso era o necessário.

Hoje, muitas pessoas são excluídas de nossas comunidades de fé porque estão com os pés sujos. Pessoas de boa índole, de bom coração, mas que, na caminhada, por alguma desventura, pisaram fora da trilha e sujaram seus pés.

Não podemos fazer vista grossa ao pecado, mas a existência do pecado não pode ser motivo suficiente a nos afastar do pecador. Mesmo sabendo que entre os discípulos estava aquele que o trairia, Jesus lavou os pés de todos eles. O próprio Cristo disse que não veio para julgar, mas para salvar (Jo 3:17).

Não julgar, não desistir de ninguém e servir, essas são atitudes que se espera dos cristãos. Somos chamados para estender a mão e ajudar aqueles que estão caídos a se erguerem, oferecendo a eles uma nova oportunidade. Ao lavar os pés uns dos outros, evitamos que a sujeira do pecado possa causar feridas e as feridas mutilações no corpo – corpo de Cristo.

Que Deus nos ajude nesse propósito.

Guaraci Vieira

Em 12 de junho de 2015.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Barro e Oleiro



Certa vez, o profeta Jeremias foi conduzido pelo Senhor a uma olaria. Chegando lá, eis que o oleiro estava fazendo a sua obra sobre a roda. (Jr 18:1-6)

O oleiro, como todo artista, é um sonhador. Ele pega o barro e o amassa, o centraliza na roda e começa a moldá-lo, dando forma a algo que antes só existia em seus pensamentos. Somente ao final do processo é que se saberá se a peça criada será uma peça comum, como um jarro ou uma panela, ou uma peça fina, um vaso ornamental.

A dinâmica do oleiro nos remete a Deus, quando, no início, do pó da terra, moldou o barro e criou o homem. A Bíblia revela que Ele nos fez vasos e que se alegrou com a obra que criara. Ele disse: “Isso é muito bom”. A impressão do Artista em nós fez do barro uma obra prima.

Em muitas situações, na olaria da vida, somos o barro, precisamos ser amassados para termos a consistência ideal, além de não podermos ir ao fogo trazendo em nós impurezas; quanto à forma que teremos, devemos ser a expressão do sonho de Deus e não a do nosso próprio sonho. Porém, em outras situações, sobressaltam os traços do Artista na obra e assumimos a posição de oleiro, a nós compete decidir sobre o destino que daremos à nossa própria vida. Realmente, possuímos capacidade criativa, construímos famílias, trazemos à luz filhos, moldamos vidas...  

Contudo, não raras vezes, os sonhos não se realizam, o avião não decola, o leite azeda, o vaso moldado não corresponde ao planejado, quando não, se esmiúça em nossas mãos. Não é regra, mas, acidentes acontecem inclusive na vida dos cristãos. Então, o que fazer quando o fracasso se avizinha?

Na olaria, Jeremias presenciou o momento em que isso aconteceu – um vaso se quebra ainda sobre a roda – e como o oleiro tratou a situação: o oleiro “tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.” (Jr. 18:4)

Assim, se o dia mal se apresentar e o sonho desmoronar, não se desespere, não se constranja em retornar ao início. Como um oleiro, não descarte os pedaços, mas junte-os e os amasse novamente, as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. A cada dia o Senhor nos dá a oportunidade de começarmos de novo, afinal, o fracasso não nos alcança quando caímos, mas quando nos recusamos a nos levantar. (Pv 28:13)

Que o Senhor renove as suas forças.

Guaraci Vieira

Em 13 de maio de 2015.

domingo, 5 de abril de 2015

O que eu tenho é tão pouco


Na vida do cristão, todos os momentos são propícios ao aprendizado. Seja qual for o local onde nos encontramos, se estivermos atentos, poderemos ouvir a voz de Deus.
Em Mc 6:30-41, Jesus ensinava a multidão em um deserto. Como a tarde ia chegando e o povo ainda não tinha se alimentado, uma questão foi proposta aos apóstolos: Como alimentar a multidão?
O Senhor chama os seus fieis de “sal da terra” e de “luz do mundo”. Diante disso, o mundo espera algo de nós, ele nos pede alimento – para a alma –, ele nos exige demonstrar o sabor sal e o brilho da luz.
Atentando apenas para o que se via, os discípulos sugeriram a Jesus que dispensasse a multidão. Quando somos confrontados por um mundo que nos pede solução, buscamos entregar uma resposta construída a partir das nossas próprias forças, isso tem sido frequente entre os cristãos. 
Jesus avança e tenta conduzir a discussão para a esfera espiritual: “Dai-lhes vós de comer.”
A partir do momento em que o Espírito Santo passou a habitar em você, você tem condições de oferecer ao coração faminto o Pão, o alimento que sacia a fome da alma e que é vendido sem preço àqueles que não têm dinheiro.
Uma vez que é no plano espiritual que as questões são, primeiro, decididas, a resposta, no plano físico, pode até parecer loucura: “cinco pães e dois peixes são suficientes”. Jesus pede que o povo se assente em grupos, em seguida, agradece a Deus pelo alimento e, por fim, começa a repartir os pães e os peixes que lhe foram confiados. Veja que Jesus não os multiplica, mas os reparte.
Quantas vezes olhamos para nós mesmos e não acreditamos que o que dispomos é o suficiente? Não espere que aquilo que você possui se multiplique em suas mãos para, então, obedecer ao comando do Senhor. No momento em que repartimos o pouco que temos é que o milagre acontece.  
Celebre a Deus pelo que você possui. Um pouco é o suficiente para a realização do milagre.
Um grande abraço,
Guaraci Vieira


Em 5 de abril de 2015.

terça-feira, 24 de março de 2015

O Pediatra




Uma coisa que chama a atenção dos adultos é a sinceridade das crianças. O “sim” delas, acompanhado de um sorriso quando gostam de algo, quer dizer sim e o “não”, com todas as letras, quando não gostam, quer dizer não. O adulto, por sua vez, para falar um “sim”, ou um “não”, tem que examinar antes todas as variáveis presentes no contexto.

Dois homens bem diferentes viviam em Jericó quando Jesus foi visitá-la: um deles era cego e mendigava à beira do caminho, na entrada da cidade (Lc 18:35-43), o outro era rico e trabalhava na coletoria de impostos (Lc 19:1-10). Ao perceberem a aproximação de Jesus, os dois não se sentiram acanhados em expor as suas realidades diante daquele que é o Médico dos médicos. O primeiro gritou pedindo-lhe misericórdia, o segundo, que era de pequena estatura, subiu numa árvore, pois grande era o seu desejo de conhecê-lo.

Certa vez Jesus disse: “Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos” (Lc 5:31). Nesse contexto, não há homem são, pois o pecado causa feridas em todos. Todos nós, independentemente da condição social, na verdade, precisamos conhecer a Jesus. Bartimeu, o cego, não deixou que a limitação que enfrentava o impedisse de alcançar a Jesus. Jesus o acolheu e o sarou. Zaqueu, o homem rico, expôs publicamente sua necessidade, e naquele mesmo dia foi tratado.

Foi Deus quem nos fez, por isso Ele conhece todas as nossas fraquezas e limitações. Acredito que Jesus prefere homens sinceros a homens perfeitos, ou sãos. Quando percebemos que não estamos tão saudáveis como imaginamos e nos dirigimos a Jesus, apresentando em sinceridade a nossa situação, agimos como crianças. Então, Ele vem ao nosso encontro, entra em nossa casa, nos toma em seus braços e nos cura.

“Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas.” (Lc 18:16)

O que você acha de irmos ao médico hoje?

Guaraci Vieira
  
Em 23 de março de 2015.


quarta-feira, 11 de março de 2015

Como um leão


(1Pe 5:8)

O leão sai a rugir pela savana... todos os animais respeitam e saúdam Sua Majestade...

Satanás assemelha-se a um leão – sorrateiramente acompanha os rebanhos; seleciona um para vítima em meio a uma infinidade; envida esforços para afastá-la da companhia dos demais; e, quando essa se vê só, ataca-a fatalmente.

Quantas vezes nos encontramos envolvidos nos nossos afazeres... Como corças que pastam, não atentamos para o que se passa ao nosso derredor... – não percebemos que aquele desentendimento, aquela insatisfação, aquela incompreensão não passam de “rugidos de leão”, sutis ciladas, que visam nos entristecer e afastar do meio do rebanho.

Por maior que seja a investida desse inimigo, não deixe que o seu rugir te intimide, mas que funcione como um sinal de alerta – lembre-se: o leão não pode com uma manada.

É em meio ao rebanho que somos alimentados e encontramos proteção; afinal, não é pela nossa força que o iremos derrotar. Contudo, aquele que rejeita o “empurra-empurra”, natural quando se está em meio a uma multidão, antes, confia nas suas próprias forças, revela-se fraco e, caminhando pelos aceiros, torna-se preza fácil.

Demonstre sua força mantendo-se em sua posição. Não retroceda. A promessa do Senhor se cumprirá.

Que Deus nos sustente, por sua misericórdia.

Guaraci Vieira

sexta-feira, 6 de março de 2015

Aguardemos a próxima manhã


Eu sou uma pessoa que gosta de fotografias. Gosto de fotografar e registrar os momentos especiais que a vida nos proporciona para, mais tarde, poder visitá-los e novamente acender as lembranças. Possuo vários álbuns em minha casa, desde aqueles mais antigos, com fotos impressas, batidas com máquinas Instamatic, Love e Zenit X12, até os mais novos, armazenados em HDs, produzidas com essas câmeras digitais.

Embora tenha registrado diversos momentos da minha vida e da vida das pessoas que estão mais perto de mim, tenho a convicção de que foram muitos os momentos que passaram sem registro – realmente, temos uma propensão para registramos apenas os momentos agradáveis –, eventualmente registramos os momentos ruins. Revendo as fotos, percebo que a vida não é feita somente dos momentos bons, conforme retratam os álbuns, mas de todos os momentos, inclusive aqueles que os álbuns não foram convidados a guardar.

Ao falar sobre o local ideal para a edificação da casa de um cristão, Jesus nos ensinou sobre a variedade de circunstâncias que poderão sobrevir à vida dos homens:

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. (Mateus 7:24-27)

Extraio do texto que não importa se você é um homem prudente ou insensato, se você edificou a sua casa sobre a rocha ou se a edificou sobre a areia: você certamente sofrerá os ataques da chuva, da força dos rios e do sopro do vento. Soa estranho quando dizemos isso, mas é a verdade é que, tanto para o primeiro personagem da história contada por Jesus, como para o segundo, as circunstâncias adversas chegam igualmente. A regra é que Jesus não afastou de nós os problemas, as lutas, ou as dificuldades da vida; nós não gozamos de privilégios, por sermos cristãos, para que passemos de largo pelas circunstâncias adversas da vida. Quando Jesus orou a Deus em favor dos seus discípulos, ele não pediu para que Deus os tirasse do mundo, ou para que eles não sofressem como as demais pessoas. Sua oração foi para que o Pai os livrasse do mal (Jo 17:15).

Quando somos cercados pelas dificuldades, fatalmente retorna à mente as seguintes perguntas: “Qual a razão da crise na vida do crente?” e “Por que Jesus nos permite viver momentos que não merecem registro em álbuns de fotografias?”.

Lembro-me dos meus tempos na Escola Classe 11 de Ceilândia Norte – ainda guardo com carinho a foto tirada em 1979, na primeira série do primeiro grau, com livros de capa dura sobre a carteira, um globo terrestre a lado e uma bandeira do Brasil cobrindo a parede ao fundo –. É comum até hoje nas escolas brasileiras o sistema de avaliação por provas. Fazíamos nossas avaliações a cada bimestre e, ao final do ano, apurava-se a média. De acordo com a média alcançada, o aluno estava apto, ou inapto, a cursar a série seguinte e avançar em seu curso.

Percebo que na vida espiritual o quadro não é diferente, a Palavra revela que o Senhor também prova o justo (Sl 11:5). Pedro é bem preciso ao dizer que não devemos estranhar a prova “que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse” (1Pe 4:12). Entendo que, assim como na escola secular, também passamos por provas em nossas vidas espirituais. Essas provas são permitidas por Deus, que, por meio delas nos avalia e aperfeiçoa. Quando triunfarmos sobre elas, ele nos declara aprovados e nos habilita a avançarmos para o próximo estágio da vida cristã. É bem verdade que, às vezes, as circunstâncias são muito difíceis, principalmente se vêm envolvidas em situações de perdas irremediáveis.

Recentemente refletia sobre a eternidade de Deus: antes de o mundo existir, Deus já existia. Foi ele quem criou o mundo, o universo. Então, em minha mente veio outra pergunta: “E antes de criar o universo, quando foi que Deus nasceu ou foi criado?” Como resposta, aprendi que Deus sempre existiu, ele nem nasceu nem foi criado, antes de tudo ele era, hoje ele é e do mesmo modo ele sempre será. Essa breve reflexão me revelou o quanto a minha mente é limitada, pois sequer alcançou entender algo que parece ser simples: um ser que existe sem ter nascido ou sido criado, um ser que sempre existiu.

Assim, quando me deparo com as situações difíceis que sobrevém às vidas das pessoas que crêem no amor de Deus, quando ouço as perguntas do tipo: “Por que Fulano está passando por determinada circunstância?”, ou “Por que Deus permitiu que isso ou aquilo acontecesse?” não me constranjo em dizer: “Eu não sei.” Vejo que seria muita pretensão da minha parte me imaginar sabendo a razão de ser de todas as coisas. Contudo, o que posso dizer é que Deus está no controle de todas as coisas; que, embora eu, ou as pessoas próximas de mim, sofra os ataques da chuva, da força dos rios e do sopro do vento, Deus está no comando; que nós temos condições de passar por mais essa prova e ser declarado aprovado; que a tentação não será suficiente a nos derrubar; que quando confiamos no Senhor e cremos em sua palavra – e nesse ponto é feita a escolha do local onde você irá construir a sua casa, se sobre a rocha ou se sobre a areia – nossas casas não serão abaladas; que, ao final, passaremos de uma etapa da vida para outra, que está à frente; e que esta etapa da vida, não necessariamente, será melhor ou mais fácil do que aquela na qual fomos aprovados ontem.

Nem sempre saberemos o porquê de as coisas más acontecerem, a razão de ser de todas as coisas, muitas vezes a situação foge ao nosso controle. Se isso acontecer, não tenha vergonha de não saber todos os porquês, afinal, não sabemos tudo. Porém, prosseguindo na construção de nossas casas sobre a Rocha, uma coisa saberemos, e isso certamente fará grande diferença em nossas vidas: Nós não seremos abalados! Nós permaneceremos firmes! (Jó 19:25).

Outra certeza que encontramos na Palavra de Deus é que um dia, o Senhor Jesus se revelará, lá nos céus, e todos os olhos o verão. Nesse dia, o ouro e a prata perderão o seu valor, o ímpio será julgado e o justo receberá o alívio esperado (2 Ts 1:6-10). Por enquanto, se tudo de mal acontecer, se os fundamentos forem destruídos, devemos permanecer crendo que o Senhor está assentado em seu trono (Sl 11:2-4), e que as circunstâncias que nos envolvem diariamente fazem parte da realização um plano maior, escrito pelo próprio Deus, do qual também fazem parte as provas periódicas.

Aguardemos a próxima manhã (Sl 30:5b).

Um grande abraço,

Guaraci Vieira

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"Senhores passageiros..."


Na busca de aproveitar o tempo da melhor maneira, certamente passaremos pelo entroncamento onde se cruzam as vidas profissional, familiar e espiritual. Essas três faces da vida precisam ser trabalhadas conjuntamente. A busca por uma boa fonte de renda é algo natural, mas, envolvido nessa busca, não podemos abrir mão de cultivar a família e a fé.

A administração da vida assemelha-se à experiência de um comandante que pilota uma aeronave. O lar onde vivemos a infância e a juventude é a nossa pista de decolagem, o local seguro onde recebemos as orientações necessárias para que as nossas expectativas a respeito de nós mesmo se tornem reais. Os exemplos recebidos dos pais, tais como: ser honesto, não mentir, amar aos pais, aos irmãos e ao próximo, respeitar os mais velhos e os professores, dentre outros, são os tijolos que usaremos para construir o nosso caráter e que nos habilitará a uma boa decolagem.

Na fase adulta, entramos em voo de cruzeiro. Nesse momento, muitos já estão bem casados, com ótimos filhos e com uma carreira ou ministério despontando. Contudo, não poucos veem as dificuldades da convivência no lar destruir aquilo que com esforço logrou construir, e se perguntam o porquê. A experiência de quem já voou nos revela: o fim da tensão causada pela decolagem é marcado pelo momento em que o comandante apresenta a sua tripulação. Na vida, não conseguiremos voar bem se insistirmos em voar sozinhos. Há necessidade de se reconhecer aqueles que diariamente nos abençoam, que tornam possível sermos quem somos. O nosso sucesso na vida profissional, espiritual e familiar está associado a isso. Se você é o piloto de uma família, perceba que há poder em suas palavras, honre a sua tripulação. Não perca a oportunidade de abençoar aqueles que estão sob o seu comando. No avião, logo após sermos apresentados àqueles se empenharão para que tudo nos vá bem, as mesinhas são baixadas, o nosso foco muda e já não recordamos a tensão vivida na decolagem.

Uma vez no ar, lembre-se que o avião não voará para sempre, ao final de cada trecho ele voltar ao solo. Do mesmo modo, também nós, voltamos à casa ao final de cada dia. Esteja sempre em sintonia com a sua família, acompanhando de perto os corações de seus pais, filhos e cônjuge. Eles se interessam e se esforçam para que alcancemos o sucesso. Eles, mais do que ninguém, são afetados pelas nossas emoções. De nada adianta conquistar o mundo e perder a família. Situação terrível deve ser voar alto e não encontrar uma pista para pousar.

Por fim, não se esqueça de que, desde a primeira movimentação na pista, durante o voo de cruzeiro e no pouso, não podemos abrir mão de ter um canal de comunicação aberto com a torre de controle. Jesus é a nossa torre. Ele nos ama e deseja que tenhamos uma vida abundante. Manter a sintonia com ele é a garantia de que o nosso voo transcorrerá em paz.

Um grande abraço,

Guaraci Vieira

Em fevereiro de 2015.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Deus nunca prometeu nos tirar de nossas lutas


“Deus nunca prometeu nos tirar de nossas lutas. Ele promete, contudo, mudar nossa maneira de encará-las.”

O apóstolo Paulo certa vez listou o que lhe perturbava: dificuldades, problemas, sofrimentos, fome, nudez, perigo e morte violenta. Max Lucado chama de os “lixões” dos quais esperamos escapar. Paulo declara: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”.

O que seria mais fácil para Deus? Fazer um olho, ou dar vista um cego? Quantas vezes buscamos fugir dos problemas que nos cercam. Paulo nos ensina a não lutarmos contra eles, mas mudarmos a maneira como os encaramos, pois Deus é muito maior que todos eles juntos.

Ex. 4:11 “E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?”

Um grande abraço,


Guaraci Vieira